Líderes Encorajam a Autossuficiência Financeira
A África Centro-Ocidental ainda enfrenta grandes desafios
Por Ansel Oliver, diretor assistente de notícias para a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, com reportagem de Abidjan, da Costa do Marfim
George Egwakhe está lutando contra a mentalidade da pobreza. Filho de agricultores da Nigéria, Egwakhe agora encoraja os líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia da África Centro-Ocidental a abandonar a frase “Sou
pobre”.
“I disagree with that mentality; I don’t accept it,” said Egwakhe, an associate treasurer at the General Conference of Seventh-day Adventists in the United
StatesNão concordo com essa mentalidade; não aceito isso”, diz Egwakhe, tesoureiro associado da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, nos Estados Unidos.
Seus comentários foram feitos numa entrevista durante o almoço na sede da divisão África Centro-Ocidental, onde os líderes se reuniram para as comissões administrativas do fim de 2009.
Logo após o relatório do tesoureiro, vários delegados pediram um aumento nas subvenções para suas regiões. Tanto Agwakhe como o presidente da divisão rejeitaram a ideia.
“Não me fale sobre pobreza”, Egwakhe disse a cerca de trinta delegados durante animada discussão no plenário. “Se vocês não acreditam em autossustento, estão no lugar errado.”
Mais tarde, durante o almoço, Egwakhe disse que os líderes estrangeiros da igreja não poderiam responder do modo como ele fez naquela manhã. Ele cresceu no território da divisão e teve que trabalhar como agricultor durante cinco anos para conseguir custear seus estudos.
A Divisão África Centro-Ocidental, onde há mais de 830 mil adventistas, enfrenta alguns dos maiores desafios da denominação, dizem os líderes da igreja. Além de estar na zona da malária, é uma região de instabilidade política e econômica. A moeda flutua descontroladamente e a região, neste ano, perdeu cerca de 30 por cento da subvenção da sede mundial, por causa da variação nas taxas de câmbio. O transporte pela área também é extremamente caro; uma viagem à Europa ou aos Estados Unidos pode ser mais barata do que viajar pelo território da divisão.
O maior desafio, entretanto, diz Egwakhe, é lutar contra a mentalidade de que o dinheiro sempre virá da igreja de outras regiões do mundo.
Muitos na África Centro-Ocidental são agricultores e vivem com o equivalente a apenas alguns dólares americanos por dia. Como evidenciado por Egwakhe aos delegados, a primeira área do país a se tornar autossuficiente, há mais de trinta anos, foi a região rural do leste da Nigéria.
“Eles eram agricultores e vejo alguns deles aqui hoje”, disse Egwahe aos delegados. Não é a quantidade de riqueza que importa, mas como essa riqueza é administrada, disse ele.
No início de 2009, a divisão realizou seu primeiro seminário sobre mordomia, que atraiu cerca de 300 delegados para Gana.
Seminários similares estão programados para o próximo ano, em todo o território da divisão, para enfatizar uma vida responsável e a administração de recursos.
Em resposta aos delegados, o presidente da divisão,
Gilber Wari, colocou o dedo indicador na fronte e disse:
“O desenvolvimento começa aqui; prepare sua mente para o desenvolvimento.”
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