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 Notícias do Mundo
Líderes Encorajam a Autossuficiência Financeira
 
A África Centro-Ocidental ainda enfrenta grandes desafios 
 
 
George Egwakhe está lutando contra a mentalidade da pobreza. Filho de agricultores da Nigéria, Egwakhe agora encoraja os líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia da África Centro-Ocidental a abandonar a frase “Sou pobre”.
 
“I disagree with that mentality; I don’t accept it,” said Egwakhe, an associate treasurer at the General Conference of Seventh-day Adventists in the United StatesNão concordo com essa mentalidade; não aceito isso”, diz Egwakhe, tesoureiro associado da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, nos Estados Unidos.
 


ÊNFASE NA AUTOSSUFICIÊNCIASELF-RELIANCE STRESSED:
George Egwakhe, tesoureiro associado da Igreja Adventista, fala a 
líderes da igreja em Abidjan, 
na Costa do Marfim, no dia 9 
de novembro de 2009. Ele e outros líderes da igreja estão 
desafiando as igrejas locais e regiões a se tornarem 
autossuficientes.
Seus comentários foram feitos numa entrevista durante o almoço na sede da divisão África Centro-Ocidental, onde os líderes se reuniram para as comissões administrativas do fim de 2009.

Logo após o relatório do tesoureiro, vários delegados pediram um aumento nas subvenções para suas regiões. Tanto Agwakhe como o presidente da divisão rejeitaram a ideia.
 
“Não me fale sobre pobreza”, Egwakhe disse a cerca de trinta delegados durante animada discussão no plenário. “Se vocês não acreditam em autossustento, estão no lugar errado.”
 
Mais tarde, durante o almoço, Egwakhe disse que os líderes estrangeiros da igreja não poderiam responder do modo como ele fez naquela manhã. Ele cresceu no território da divisão e teve que trabalhar como agricultor durante cinco anos para conseguir custear seus estudos.
 
A Divisão África Centro-Ocidental, onde há mais de 830 mil adventistas, enfrenta alguns dos maiores desafios da denominação, dizem os líderes da igreja. Além de estar na zona da malária, é uma região de instabilidade política e econômica. A moeda flutua descontroladamente e a região, neste ano, perdeu cerca de 30 por cento da subvenção da sede mundial, por causa da variação nas taxas de câmbio. O transporte pela área também é extremamente caro; uma viagem à Europa ou aos Estados Unidos pode ser mais barata do que viajar pelo território da divisão.
 


PALESTRANTE:
Gilbert Wari, presidente da Divisão África Centro-Ocidental, em seu 
principal discurso nas reuniões do fim de 2009, em Abidjan, Costa do Marfim, dia 8 de novembro de 2009.
O maior desafio, entretanto, diz Egwakhe, é lutar contra a mentalidade de que o dinheiro sempre virá da igreja de outras regiões do mundo.
 
Muitos na África Centro-Ocidental são agricultores e vivem com o equivalente a apenas alguns dólares americanos por dia. Como evidenciado por Egwakhe aos delegados, a primeira área do país a se tornar autossuficiente, há mais de trinta anos, foi a região rural do leste da Nigéria.
 
“Eles eram agricultores e vejo alguns deles aqui hoje”, disse Egwahe aos delegados. Não é a quantidade de riqueza que importa, mas como essa riqueza é administrada, disse ele.
 
No início de 2009, a divisão realizou seu primeiro seminário sobre mordomia, que atraiu cerca de 300 delegados para Gana.
 
Seminários similares estão programados para o próximo ano, em todo o território da divisão, para enfatizar uma vida responsável e a administração de recursos.
 
Em resposta aos delegados, o presidente da divisão, 
Gilber Wari, colocou o dedo indicador na fronte e disse: 
“O desenvolvimento começa aqui; prepare sua mente para o desenvolvimento.”